quarta-feira, 16 de abril de 2014

Muse: 7º álbum a caminho, quais as expectativas?

O passado fim-de-semana foi o primeiro de dois do famoso festival Coachella.
Para quem nunca ouviu falar do Coachella é simplesmente o festival onde todas as estrelas de Hollywood (e não só) se juntam anualmente para este grande festival que é composto por 2 fins-de-semana.
Para quem já ouviu falar sabe que as meninas gostam imenso do Coachella por causa dos “outfits” que as estrelas usam, pessoalmente interesso-me também pelos concertos e pelo seu alinhamento. Estava eu portanto, a “estudar” o alinhamento do cartaz este ano e vi que os Muse iam tocar nesse preciso fim-de-semana. Pus-me a pensar que, realmente, há já muito tempo que não ouvia falar dos Muse, muito menos ouvia a sua música há algum tempo. Fui pesquisar então se havia por ventura alguma novidade que me tivesse escapado e não é que havia mesmo? No rescaldo do festival, Dominic Howard (o baterista) disse em entrevista que os Muse se iam enfiar num estúdio e começar a preparar o 7º álbum a partir de Maio (7º Já? What?), porém não deram certezas se, este, seria ainda lançado no final deste ano, mas que provavelmente a data de lançamento seria para o próximo ano. A entrevista é complementada ainda com a possibilidade do estilo do novo álbum vir a romper com as tendências utilizadas no “The Resistance” (2009) e “2nd Law”(2012), aquele estilo mais electrónico (dubstep), sinfónico e orquestral para se voltarem a ligar ao “basics”, penso que seja um ponto positivo... a ver vamos.
Olhando para o seu percurso, tenho que admitir que outrora os Muse já estiveram no meu TOP de bandas favoritas, porém após os últimos dois álbuns essa posição foi descendo gradualmente. Não que tenham perdido qualidade, porque nunca a perderam, sinceramente foi porque fugiram um bocado ao seu estilo inicial tornando-se demasiado comerciais. Eu gostava imenso deles por serem demasiado irreverentes á sua época, de tal maneira que cada música parecia algo vindo de outro Mundo por ser algo tão excêntrico.
Os Muse são aquela banda que são incansáveis em palco, dão concertos fenomenais já para não falar que Matt Bellamy, bem, é um génio da música e da performance como não se vê em muitas bandas, e que diz ser muito influenciado por Jeff Buckley*. 
Formaram-se originalmente em 1994, mas lançaram apenas o seu primeiro albúm de estúdio em 1999 “Showbiz” onde se destacam as músicas “Muscle Museum” e “Sober”. Em 2001 começa o percurso dourado quando lançam o mítico “Origin of Symmetry” ao qual se destacam “Plug in baby”, “Feeling good” e “Space Dementia”. Em 2003 lançam o também excelente álbum “Absolution” onde se destacam “Time is running out”, “Sing for absolution”, “Stockholm Syndrome”  e “Hysteria”. Em 2006, lançam o “Black Holes and Revelations ,onde se destacam “Starlight”, “Supermassive Black Hole”, “Map of the Problematique”,  “Assassin”, “City of delusion” e “Knights of Cydonia”.
Em 2009 sai “The Resistance” que na altura não recebeu muitas críticas boas porque, lá está, começaram a desviar-se do estilo original. Mesmo assim, destaco “Uprising”, “Resistance”, “Guiding Light” e “MK ultra”. E por último (até agora) em 2012 lançam “The 2nd Law” que deixa mesmo um pouco a desejar destacando apenas “Supremacy”, “Panic Station” e “Madness”, ah! Não esquecendo também “Survival” que foi seleccionada como uma das canções dos Jogos Olímpicos de Verão de 2012.
Posto isto, fizemos uma pequena viagem pelo percurso promissor dos Muse, que tal como quase todas as bandas teve um caminho menos bom com os dois últimos álbuns, porém não podemos parar de elogiar os Muse porque são, de facto, uma banda extraordinária e única pela sua irreverência e excentricidade e fica aqui também os votos de sucesso para o novo álbum que se avizinha!


*outro mestre da música, para quem não conhece ou não leu, vejam a crítica por mim lançada há umas semanas.


Genésia Freitas

terça-feira, 15 de abril de 2014

O maior Trio do Grunge: Nirvana

abrir primeiro: http://www.youtube.com/watch?v=50Y8UBKI09k

Fizeram parte do movimento característico dos anos 90, um som rasgado e forte, letras depressivas e fortes, um vocalista e compositor genial acompanhado de outros dois grandes músicos, basicamente, graças a este trio nasceu o Grunge-Rock e banda que vos falo tem este nome: Nirvana.
Liderados por Kurt Cobain na voz e na guitarra, um baterista louco e fantástico chamado Dave Grohl e um baixista com tendência para piadas, Krist Novoselic, os Nirvana foram uma das maiores forças musicais que tiraram o trono às bandas do Glam-Rock no início dos anos 90.
A banda começou, tal como outras bandas do movimento Grunge, a sua actividade no final dos anos 80, onde o público que tinham era extremamente reduzido, porém, tudo mudaria com a entrada na última década do século XX onde a mensagem “Não precisamos de tocar extremamente bem para podermos fazer música” ganhou uma enorme força e os Nirvana provam isso mesmo, pois sejamos sinceros, Kurt não cantava nem tocava assim tão bem, no entanto, isso não o impediu de escrever obras primas que influenciam muitos músicos dos dias de hoje.
Os Nirvana, em 1989 encontravam-se no submundo da música, tinham assinado com a editora SubPop Records com a qual lançaram o seu álbum de estreia - “Bleach”. É um álbum um pouco sombrio, no entanto possui músicas fantásticas que já mostravam a capacidade de escrever que Kurt tinha como nas canções “Blew” ou “About a Girl”(canção escrita para Courtney Love, mulher e mãe da filha de Kurt Cobain, France Cobain).
O álbum passa um pouco despercebido e vende poucas cópias, mas a Geffen Records(Editora de grandes bandas como os Guns N' Roses) apercebe-se do potencial da banda e assina contracto com o trio que apartir deste momento já conta com Dave Grohl na bateria, o que foi claramente um impulso importante.
Em 1991 é lançado o álbum “Nevermind” e os Nirvana alcançam inesperadamente o estrelato absoluto. O primeiro single do disco “Smells Like Teen Spirit” catapultou o disco e as vendas aumentaram imenso sendo considerado um álbum de referencia para muitos ouvintes e sendo considerado o álbum do ano de 1991. Para além de “Smells Like Teen Spirit”, os Nirvana lançaram também outros sucessos com “Nevermind” como “Come as You Are”, “Polly”, “Lithium”, “On a Plain”, “Drain You” e “In Bloom”.
Após o sucesso a nível mundial e apercebendo-se que a mensagem das suas músicas não estava a ser compreendida, Kurt Cobain entra numa depressão que envolveu drogas e álcool que não o impediram de continuar a escrever letras fabulosas.
Em 1993 lançam o álbum “In Utero”, este album diferenciou-se muito do anterior mas possui excelentes músicas que demonstram por um lado os problemas existentes na vida de Kurt mas também um lado afectivo e de toda a alma que punha em todas as suas canções.
Infelizmente, a 5 de Abril de 1994, Kurt Cobain suicida-se na sua casa em Seattle com um tiro na cabeça, tendo ao seu lado a sua carta de suícidio e um maço de notas na sua mão, tornando-se um membro do conhecido “Clube dos 27”.
Já passaram 20 anos desde a sua morte e da extinção dos Nirvana, no entanto, é certo que esta banda, assim como o seu som tornou-se intemporal e assim vai continuar até porque como diz uma conhecida frase: “Grunde is not dead!”. A nossa homenagem aos Nirvana e ao seu falecido membro Kurt Cobain.

Bernardo Mascarenhas



terça-feira, 8 de abril de 2014

Childish Gambino - Uma evolução feita à sombra

O texto desta semana, vai para um músico de um estilo musical que muitas vezes é negligenciado mas que não deixa de ter as suas virtudes e a sua evolução. Para quem o ouviu, durante a última década, assistiu-se a uma progressiva entrada de outras sonoridades, como o piano, violino ou saxofone, por exemplo, que elevou o Hip-hop a um estilo diferente do habitual “beat and rhymes”. Quando falamos desta evolução vêm-nos à cabeça grandes nomes como Jay-Z ou Kanye West, mas são, talvez, os pequenos grandes nomes que melhor traduzem o potencial desta corrente musical. O nome que vos falo não é particularmente recente, lançou o seu segundo álbum “Because the Internet” em 2013 mas, face ao seu desconhecimento, apresento-vos Childish Gambino.
            Donald Glover, ou Childish Gambino no palco, é um actor e escritor afro-americano que se tem destacado como guionista premiado de séries como “30 Rock”. A influência que a enorme capacidade de escrita tem na sua música é visível em quase todas as canções. Donald não é um rapaz do gueto que faz do Hip-Hop a sua vida. Com um curso superior de artes da NYU (New York University) e o seu talento literário o enveredar por este estilo musical é feito por puro gosto. Sem histórias de gueto Donald está no Hip-hop por devoção. Para revolucionar. Talvez esse seja o seu maior valor.
          Após uma série de EP e um reconhecimento cada vez maior, Donald anuncia o seu primeiro álbum chamado “Camp” em 2011 sendo, dai, retirado o primeiro single Bonfire. Quem ouça este álbum vai, no mínimo, duvidar da descrição feita anteriormente. “They talking hood shit and I ain't know what that was about”, afirma em Outside, e a verdade é que tirando algumas excepções, como Firefly, All TheShine e L.E.S, onde tenta fugir ao tema, é mesmo essa a sensação que temos. Apesar de ser um bom álbum de Hip-hop, a evolução viria com “because the internet”.
            Para começar, Donald, assume a sua postura de guionista dando um registo cinematográfico às suas músicas e transformando o álbum numa história a ser ouvida e imaginada do princípio ao fim. É também neste disco que a tal evolução acima descrita e ligação com outros instrumentos é feita, veja-se a guitarra em The Worst Guys. Com um estilo muito mais experimental, fugindo à limitação do debitar rimas para o qual não possuía grande jeito, e apostando nos momentos certo em músicas mais lentas com mais soul, exemplo disso é Urn e Pink Toes. Muito parecido com Channel Orange de Frank Ocean em algumas fases.
            Resumindo é um excelente e inovador, em vários aspectos, álbum de Hip-hop que chega a agradar a quem não é grande fã do estilo. Requerendo apenas uma audição mais cuidada, do que aquela que habitualmente é dada a este género musical, para se perceber. Talvez seja essa pretensão a um apurar dos sentidos o seu contributo para a evolução.
            Sugestões: As músicas referidas encontram-se a azul com um link que os redireciona para as mesmas. Ainda assim, sugiro também Shadows e 3005.


Gonçalo Matos

domingo, 6 de abril de 2014

5-30: O projecto que ninguém esperava

    27 de Fevereiro de 2014 é anunciado o lançamento de um novo projecto que nem os fãs mais criativos e optimistas suspeitaram. Juntavam-se assim 3 amigos,que transpiram talento,criatividade,qualidade,com um nome inspirado no local onde a " magia acontece ",o estúdio (5-30) .... Até aqui só boas notícias... Surgem os nomes dos membros integrantes e torna-se o êxtase para todos os fãs deste estilo musical ! Era o regresso do grande Carlos Nobre,conhecido no mundo da música como Carlão ou Pac-Man pela sua carreira nos "Gigantescos" Da Weasel que marcaram uma era no panorama musical português ,sendo a banda que mais reputação conquistou fora os "dinossauros do Rock Português ",Xutos e Pontapés , implementando um estilo que até ao surgimento da banda era olhado de lado pela sociedade,acabando por conquistar tudo e todos ,com a sua criatividade e sonoridade. A este regresso tão aguardado e  inesperado,junta-se um dos rappers com mais influência no mundo do Hip Hop Português ,assim como um dos mais requisitados  ,sendo posto no mesmo patamar de pais do Hip Hop "Tuga " como Valete ou Sam The Kid....Para completar o trio , eis Fred ,baterista dos Orelha Negra e ex membro dos Buraka Som Sistema que " larga as baquetas" e se inteira da produção do álbum.. Até aqui a única duvida que surgia para todos os fãs ,era para quando o lançamento do álbum ? Mas será que o resultado foi o esperado ? Para uns sim ,para outros talvez não.
    Quando num projecto estão presentes 3 figuras com este nome , é normal as expectativas excederem-se ,estando nós ouvintes ,habituados a produtos musicas com uma qualidade enorme vindo dos mesmos, mas já diz o ditado " Quanto maior é a subida ,maior é a queda " e neste caso ,na minha opinião foi o que se presenciou,em relação ás expectativas sobre este trabalho. Esperava-se uma obra-prima,um álbum de referência para todos nós ... A maioria sentiu -se desiludida com o resultado final.
   A meu ver , tudo se deve sobretudo a uma mudança de estilo, uma nova maneira de ver o Hip Hop ,um acompanhamento com aquilo que tem sido feito por outros países ,verificando-se uma onda que privilegia, o som de fundo não tão melódico,mas muito mais dançável,apostando no bass e no sistemático Auto tune, ou seja entrada da electrónica no mundo do rap  ,isto é ,uma modernização do Hip Hop como até hoje era visto sobretudo em Portugal. Nos Estados Unidos ,o estilo foi evoluindo gradualmente,preparando assim os ouvintes até os mais cépticos,á ruptura com o chamado Hip Hop Old School ,surgiram então artistas como Tyler the Creator,Frank Ocean,Asap Rocky e Kendrick LamarEm Portugal tal não se sucedeu.... A aposta neste novo estilo foi repentina e surpreendeu tudo e todos. O Hip Hop ao longo do tempo tem vindo a evoluir bastante, com a inclusão de novas sonoridades,mais artistas,mais projectos,mas a ruptura com o passado não pode ser tão drástica.
   Surge no mesmo dia 27, o single do álbum , " Chegou a Hora ", era diferente sim, mas agradou bastante, o beat soava a fresco , colocou então as expectativas tão altas que se pensou que  seguiria os passos das referências do " Tio Sam" ,o que era impensável até aí... Cheirava a obra prima ,mas as restantes músicas salvo algumas excepções não conseguiram acompanhar o single. Apesar do estilo ser idêntico entre todos os temas, nota-se alguma discrepância entre as músicas ,tornando assim o álbum heterogéneo. Aquando do anuncio do álbum ,os próprios membros da banda intitularam o álbum como " um disco de agora " ,disso ninguém duvida mas nota-se que podem evoluir dentro do próprio género,o que é normal visto ser o primeiro projecto nesta vertente do Hip Hop.
   Mais concretamente sobre o álbum podemos considerá-lo um disco " muito sexual",como os próprios referem,em que as mulheres têm uma grande influência e são uma das principais inspirações,assim como,o dinheiro e os estupefacientes...Todas as músicas têm uma espécie de história por trás delas, como se, se tratasse de um guião sem imagens,podendo o ouvinte imaginar o filme na sua própria cabeça. Conta com várias participações ,entre elas, Sam the Kid e o Richie Campbell. 
   É interessante observar duas opiniões distintas acerca desta nova aposta no Hip Hop , uns mais habituados á onda mais espontânea,mais liricista , mais marginal, ficam um pouco de pé atrás,outros, ouvintes mais recentes do estilo,com influências diferentes ,que procuram melodias mais dançáveis e onde se revêm nas letras dos temas,aguardam com expectativa por mais... Os 5-30,vieram ocupar um buraco no Hip Hop Tuga ,que tem vindo a ser preenchido nos últimos tempos com nomes como Mike El Nite e a acompanhar a "americanização" ....

 Na minha opinião :  " Está quase lá...... "

  
    
João Rodrigo

quarta-feira, 2 de abril de 2014

The Police - A "autoridade" na música dos anos 80? Nem por isso!

 https://www.youtube.com/watch?v=3T1c7GkzRQQ

Quase que começaram do nada mas do nada chegarama à realeza no mundo da música. Talvez tenha sido o trio mais espectacular dos anos 80 e conquistaram fãs por todo o mundo. Num estilo musical que abrange não só o Rock mas também o Reggae, o Punk e o Jazz, esta banda foi claramente um marco na história da música, mas não se deixem enganar pelo o seu nome porque de autoridade não têm nada. Já chegaram lá? Esta semana temos este trio com um nome muito simples: The Police.
Constituídos por um dos maiores compositores e vocalistas do nosso tempo, liderando a banda e acompanhando com excelentes linhas de baixo temos Gordon M. Sumner, também conhecido por muitos como Sting. Na guitarra tinhamos o “feiticeiro” e Andy Summers e na bateria um excelente baterista que deveria ser levado mais em conta nos dias de hoje, Stewart Copeland.
Sting tocava jazz num bar com uma banda, onde lhe foi dada a alcunha de “Sting” pela sua maneira de tocar e foi aí que conheceu Stewart Copeland(baterista), que ficara muito impressionado com a maneira de tocar de Sting. Stewart que já tocava há algum tempo, decide convidar Sting para integrar uma banda nova que estava a pensar formar, os The Police. Com Henry Padovani na guitarra lançaram um single “Fall Out” que vende 70 000 cópias, mas entretanto Padovani deixa banda dando lugar a Andy Summers, esta seria a formação final dos The Police.
Assinam com a “A&M” Records lançado um dos grandes clássicos que toda a gente hoje em dia(ou quase toda) reconhece em single, “Roxanne”, uma canção de amor para uma prostituta escrita por Sting. Porém não tem sucesso no ano de 1978 em Inglaterra.
Partem à aventura numa pequena digressão pelos bares dos Estados Unidos da América, tocando no lendário “CBGB's”(um bar que lançou grandes bandas do punk e de outros estilos no mundo da música). Conquistam uma grande audiência na América e sem nenhum disco de “suporte” lançado, apenas com um single editado - “Roxanne” - ganham muito apoio. Regressados a reais terras de sua majestade, o single que tinha sido um fracasso um ano antes, era agora um sucesso... Em Inglaterra! Isto permitiu forjar as bases para o seu primeiro disco “Outlandos d'Amour”, lançado em 1979 com grandes malhas como “Next To You”, “Roxanne”, “Can't Stand Losing You” e “So Lonely”.
Em 1980, lançam “Zenyatta Mondatta” que com “Don't Stand So Close To Me” e “De Do Do Do, De Da Da Da” é um sucesso e mantem os The Police na ribalta.
No a seguir, em 1981, lançam o disco “Ghost in the Machine” que, graças à música “Every Little Thing She Does is Magic”, se torna um grande sucesso chegando a estar em primeiro lugar na tabela de vendas em Inglaterra.
Fazem uma paragem no ano de 1982 para seguirem projectos a solo e regressam em 1983 para lançar o seu último trabalho de estúdio – “Synchronicity”. Este último disco da banda é um sucesso especialmente por ter uma das baladas mais bonitas de sempre, a música “Every Breath You Take”. Promoveram o disco numa gigantesca tour mundial e quando estavam no mais pleno dos sucessos, os The Police decidiram por um ponto na banda o que foi muito estranho para todos os seus fãs, consta que as razões deste desfecho foram divergências criativas e problemas entre os integrantes da banda, que apesar de tudo, se afirmam como irmãos.
Esta é a história de um dos trios mais influentes na música dos anos 80, trio esse que desde 2003, faz parte do Hall of Fame do Rock desde 2003 e que é sem dúvida um enorme marco da história e por isso a nossa homenagem às “autoridades” do Rock&Roll!


 Bernardo Mascarenhas


James Blake

Após umas semanas um pouco conturbadas e de imenso stress, acho que todos sabemos o quão sabe bem ter uma boa música para relaxar. Coincidência, ou não, nessas mesmas semanas foram confirmados mais uns nomes para o Festival Vodafone Paredes de Coura (que se vai realizar em Agosto) o nome mais sonante é James Blake. 
Suscitou-me desde já curiosidade, porque já tinha ouvido falar dele e sei que já esteve presente no Festival Optimus Primavera Sound de 2013, e como tal para se ser uma boa especialista em música devemos de estar sempre á descoberta de coisas novas e estar a par das novidades.
Pesquisa desta vez, bem sucedida, porque não fazia de todo ideia que James Blake tinha um estilo tão soft e de boa qualidade, quero eu com isto dizer que me surpreendeu positivamente, porque mais facilmente ligava o seu nome a mais uma banda de Rock ou de Indie.
A música que mais me saltou á vista foi talvez, a “Take a Fall from Here” que naquele momento foi o encaixe perfeito para o que estava a precisar de ouvir: não muito pesado, não muito electrónico atrevo-me mesmo a dizer que serviu mesmo de música de ambiente.
James Blake é assim um artista que se pode considerar “newie” que tem conquistado diversos prémios pela sua genialidade quando faz remixes ou como compõe as suas músicas de maneira tão melódica.
A sua carreira é, para já, curta mas que conta pelo menos dois álbuns: "Overgrown" (2013) e “James Blake” (2011) e alguns EP’S.

Fica assim, a minha sugestão desta semana de um novo artista para aqueles, como eu, precisam de relaxar um bocado e conjugar isso com "quality time" de boa música! 
Se tiverem oportunidade não deixem de assistir ao seu concerto no Vodafone Paredes de Coura
de certo que não se irão arrepender!




Sugestões desta semana:


Genésia Freitas

terça-feira, 1 de abril de 2014

Gorillaz - Uma banda antes do seu tempo

Mais uma semana, mais um texto. Esta semana é direccionada para algo mais pessoal. Assim, pretendo dar a conhecer uma das minhas bandas preferidas, os Gorillaz. Todos temos umas bandas que adoraríamos ver, para os sortudos repetir, mais do que qualquer outra. Aquelas às quais recorremos nas mais variadas situações. Para mim, os Gorillaz são sem dúvida uma dessas bandas.
                Mas quem são estes seres animados que tão boa música produzem? Na verdade os Gorillaz são Damon Albarn (esse mesmo, dos Blur) e o desenhador Jamie Hewlett. Juntos, estes dois britânicos criaram algo nunca antes feito e muitas poucas vezes tentado depois. O primeiro encontro deu-se em 1990, quando Jamie foi convidado a entrevistar os Blur, mas foi em 1997 que tudo se conjugou. Damon e Jamie começam por dividir um apartamento em Londres e tiveram a ideia de criar os Gorillaz por causa da MTV. Considerando-a sem substância a banda criada seria para responder a esse problema. Foi o nascimento de Stuart “D2” Pot, Russel Hobbs, Murdoc Niccals e a “pequena” Noodle que sempre se mantiveram ao longo das chamadas “fases” dos Gorillaz.
Da esquerda para a direita: Russel, Murdoc, Stuart e Noodles
     É impossível desligar a história destas personagens da banda em si, tendo inclusive uma autobiografia publicada, Rise Of The Ogre. Murdoc, o baixista, o mais velho que se torna o criador da banda após uma série de “acidentes”. Stuart, o vocalista de cabelo azul (que tem a voz de Damon), que é recrutado por Murdoc após este o atropelar e deixar em coma. Russel, o baterista, que era um pequeno génio até ser possuído por demónios. Mais tarde raptado por Murdoc e forçado a tocar bateria. E por fim, Noodles, a misteriosa guitarrista que apareceu à porta de Murdoc dentro de uma caixa da FedEx. Retomando a realidade.
                Para o primeiro EP, Tomorrow Comes Today, Damon e Jamie recrutam dois nomes sonantes do hip-hop americano, Del The Funky Homosapien e Dan The Automator. Em 2000 é lançado então o EP que inclui singles tão reconhecidos como”Tommorow Comes Today” e “Rock The House”. Um anos depois, vem o primeiro álbum, auto-intitulado, que juntaria “19-2000” e “Clint Eastwood” aos reconhecidos singles ditos anteriormente. Entre b-sides e remisturas a primeira fase termina com o DVD “Celebrity Take Down” que inclui vídeos nunca antes mostrados e documentários.
                A segunda fase tem inicio em 2004 com o lançamento do single “Feel Good Inc.” e do consequente álbum Demon Days (pessoalmente, um dos melhores álbuns de sempre e o favorito), produzido por Danger Mouse. O disco valeu-lhes nomeações para os Grammys, Brit Awards e European Music Awards. Curiosamente foi no seguimento do mesmo que os Gorillaz deram das suas atuações mais populares. Introduzindo hologramas, pasmaram quem os assistiu nos Grammys e aqui mesmo, em Lisboa, na cerimónia dos EMA. Destaca-se ainda as músicas Demon Days, El Mañana e DARE. A fase termina com dois DVD, um primeiro de compilação chamado “Slowboat to Hades” e um segundo com o documentário Bananaz que demonstra os sete anos de existência da banda, ambos lançados em 2007
                Por último a fase três, tem início em 2008 e resulta nos dois últimos discos, “Plastic Beach” e “The Fall”. Plastic Beach é o disco com mais colaborações e conta com nomes tão distintos como Mos Def, Snoop Dogg ou Lou Reed. Com singles como “Stylo” e "On Melancholy Hill” a juntar-se à discografia, havia mais que material para a primeira e única tour mundial da banda que os levou aos festivais Roskilde, Glastonbury, Coachella e até a um concerto na Síria.
The Fall, talvez pela pouca distância desde o seu antecessor foi o álbum menos conseguido e foi seguido poucos meses depois pela primeira coletânea de singles da banda, tudo em 2011. Em 2012, entre outras causas devido a projectos próprios tanto de Damon como de Jamie, é anunciado um hiato indefinido que ainda hoje se mantém.
                É difícil descrever a música de Gorillaz face às constantes colaborações e influências mas é garantido que aquilo que começou como um interessante projecto resultou em algo inédito que dificilmente pode ser repetido.

                Aos textos costumam terminar com sugestões de músicas, mas como todas as músicas referenciadas vêm com link, deixo a sugestão de tentar conhecer a história da banda animada e as suas personagens. Dentro deste texto não me foi possível desenvolve-la ao máximo naquilo que será certamente a maior influência na música dos Gorillaz.


Gonçalo Matos