terça-feira, 29 de abril de 2014

DOPE D.O.D - Um Hip Hop em ritmo Dubstep



Eu falo do que oiço, e o que tenho ouvido muito são vertentes de Hip-Hop, perdoem, por favor. Venho vos falar agora de um grupo bastante peculiar, de nome DOPE D.O.D! Hip-Hop está na raiz a 50% como musica electrónica arraçada de Dubstep, estranho não é? Muito estranho, respondo. Não estava À espera quando em 2012/2013 ouvi a primeira música destes “meninos”, a “What Happened?”, gostei bastante de início, algo diferente, fui logo a favor e pesquisei por mais.
  Mas vamos a ver, quem são os DOPE D.O.D? Três seres humanos, dois de origem holandesa, mais propriamente de Groningen, mais precisamente Skits Vicious e Dopey Rotten, e o terceiro elemento Jay Reapper de origem inglesa, pouco mais se sabe da vida pessoal destes três rapazes, apenas acrescento os penteados destes senhores, especialmente de Skits Vicious, vão ver, é estranhíssimo (algo recorrente no trabalho do colectivo). Sabe-se, que no colectivo DOPE D.O.D tiveram uma ajudinha ao subir à ribalta de bandas como Korn e Limp Bizkit (visível no seu single “Gatekeepers”, 
Começaram com Branded em 2011, antes disso editaram um pequeno EP, ou melhor EVIL EP. Da Roach, foi o que se seguiu e antecede o novo álbum, que está quase a sair, MasterXploder, com algumas musicas desvendadas.
                Têm uma aura à volta da música que fazem quase misteriosa, sinistra, e às vezes a pedir um filme estilo thriller para acompanhar, mas sempre com a vivacidade de uma “ajudinha electrónica” nos seus instrumentais.
 A meu bom ver, creio que o melhor a fazer é ouvir o single que começou esta aventura para o trio holandês/inglês, “What Happened” , ouçam também a” Rocket” é também um gancho mesmo no queixo, boa música, cheia de energia, e se calhar finalizo com um featuring que os DOPE fizeram com um rapper italiano, Salmo, que vale a pena ver também, de nome “Blood Shake” ( atenção, agressiva por natureza esta bomba sonora).



Francisco Andrade

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Skills & The Bunny Crew e Um Corpo Estranho

Este é um espaço onde vão poder conhecer jovens bandas nacionais com muito talento e que procuram afirmar-se no panorama musical português. Podem cantar em português, em inglês ou até ambos, aqui o que interessa é o seu potencial. Nesta primeira edição dou-vos a conhecer os Skills & The Bunny Crew e os Um Corpo Estranho.
Skills & The Bunny Crew
Os Skills & The Bunny Crew cantam na língua que é de todos nós embora o nome possa indiciar o contrário. São quatro elementos e vêm de Lisboa, Almada e Póvoa de Santa Iria. Tudo começou em 2008 quando Skills, Pedro Mourato, José Garcia e Tropa se juntaram e decidiram criar uma banda.
Cinco anos de trabalho intenso deram origem ao álbum de estreia, intitulado “Musa de Guerra”, que chegou recentemente às bancas. Podemos dizer que ao longo das dez faixas deste primeiro álbum navegam por diversos estilos musicais, nomeadamente o funk, o soul, o pop e até algum rap. É impossível não notar a importância das letras assim como a mestria com que foram concebidas. Este é um álbum marcado por duas faces: uma doce e suave, a outra mais dura e agressiva.
São frequentemente comparados aos Da Weasel e compreende-se porquê. Ainda agora foi editado o álbum de estreia e já nós ansiamos por mais e melhores faixas. Skills, o vocalista, exala carisma por todos os poros e promete ser uma das grandes revelações da música nacional.
Aconselha-se vivamente a audição de “Rosa de Espinhos”, “Grita por mim”, “Como tudo começou” e “Principio do nada”.

Um Corpo Estranho
O outro destaque desta primeira edição são os Um Corpo Estranho. Vêm de Setúbal, são compostos por João Mota e Pedro Franco e nasceram em 2012. Assumem que o rock, os blues, o tango e o fado são algumas das suas inspirações musicais o que só podia dar uma grande mistura!
Já editaram três EP’s: “Um Corpo Estranho” (de 2012), “Homem Almofada” (de 2013) e “De não ter tempo” (de 2014). Chegaram há pouco tempo mas claramente vieram para ficar. O talento está lá por isso mantendo o trabalho árduo, e tendo alguma sorte pelo caminho, certamente que chegarão ao estrelato.
É obrigatório ouvirem “Amor em contramão”, “Auto-coação”, “No fim tudoestá bem” e “Bicho escondido”. Esta é uma daquelas bandas que vai certamente povoar a sua playlist e à qual é fácil augurar um futuro brilhante. 


Bruno Neves

terça-feira, 22 de abril de 2014

SBTRKT - Um ansiado reencontro



Esta semana dei comigo a pensar sobre o que haveria de escrever. Existe sempre uma banda nova pronta a ser descoberta, e milhares de outras sobre as quais escrever claro, mas queria fazer algo diferente. Assim, escrevo algo mais pequeno que o habitual mas também mais pessoal. Escrevo sobre Sbtrkt
                Lembra-se da nova vaga inglesa? Este é talvez um dos primeiros projectos da mesma. Um projecto de música electrónica do Dj Aaron Jerome, ao vivo em colaboração com Sampha (outro grande nome dessa vaga), ficou Sbtrkt porque, segundo Aaron, permitia-lhe manter o anonimato, subtrair-se a pessoa da música. Ainda dentro do conceito de anonimato, os Sbtrkt actuam com máscaras de cerimónia tribais.
                Em relação à música, após uma série de remixs (de artistas como M.I.A e Radiohead, por exemplo) lançam o 1º álbum e único até agora, homónimo, em 2011. Com uma forte presença de sintetizadores, samples e efeitos, aliado à voz de Sampha (Hold on) ou Jessie Ware (Right Thing To Do), trouxe algo de novo à cena musical. Pessoalmente, um dos cd’s que mais tempo passei a ouvir nesse ano e sem dúvida um dos melhores, conseguindo juntar a tudo o que foi dito anteriormente uma letra bem mais significativa do que costuma acontecer no género. Em 2012 passaram pelo palco secundário do Optimus Alive (no dia de Radiohead) num concerto tão bom como menosprezado ou mesmo ignorado.
                Apesar de já terem passado três anos desde o último álbum, não se conhecem planos para o lançamento de um novo. Já este ano lançaram o EP Transitions que pode ser escutado no site da banda. A génese mantêm-se com todos os efeitos, sintetizadores e batidas certas, mas tira-se aquilo que provavelmente de melhor e inovador tinha o álbum, as vozes e consequentemente a letra. Talvez seja mesmo uma transição e o futuro dos SBTRKT passe por isto, como fã do primeiro disco, apesar de excelente em qualidade e de reconhecível a marca, acho que se perde a diferenciação.
                Tendo já presença garantida em Portugal, novamente no Optimus Alive, e sendo lhes reconhecida a sua capacidade nas atuações ao vivo, é esperar para ver se os tribais vão mostrar a sua faceta antiga ou a sua transição para o que se espera um futuro mais reconhecido.

Sugestões (para além das músicas referenciadas), apesar de recomendar o disco na sua totalidade, principalmente para quem gosta do estilo:


Gonçalo Matos

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Asher Roth - O barba ruiva do Hip hop


Adoro a faculdade, adoro estudar, já dizia Asher Roth no seu hit mais conhecido “I Love College”, que data de 2009. É sobre este artista que vos venho falar, Asher Roth.
 É outro rapper americano, de Pensilvânia, podemo-lo chamar de rapaz estudioso, mas que tem algo de especial em si (ou secalhar sou eu que não tenho algo bem em mim). Por onde começar…tem cabelo comprido, cada vez mais para ser honesto, é “branquelas”, chamo-o o Eminem hippie, se escutarem algumas músicas dele, logo entendem o porquê de lhe chamar tal coisa. Agora do que ele faz pela música, posso dizer que é um hip-hop muito localizado, muito seu, com batidas que, tranquilamente, chamaria de refrescantes.
 Partilha algumas musicas com um bom produtor que gosto bastante, Chuck Inglish (bom beatmaker também), fala, no inicio da sua carreira como rapper, de temáticas mais “marotas”, individuas do sexo feminino, embriaguez, e posses monetárias, mas creio que no fundo, é boa pessoa.
 À medida que vemos o tempo passar, vemos Asher Paul Roth a “acordar” para temáticas mais relevantes (exemplo perfeito é a sua musica de nome G.R.I.N.D, comparo-a à música de Ice Cube- It’s a Good Day, logo percebem!
A evolução de Asher Roth torna-o quase bipolar, de músicas de freshman, a músicas mais, diria, underground como In The Kitchen (onde Chuck Inglish está envolvido) com uma batida sonante, potente, repetitiva mas com uma audácia vocabular para mim extraordinária, para músicas menos elaboradas como Apple & Bananas, uma música engraçada, alegre, com vida, simples (a song to sing along… see what I did there?) até músicas mais do estilo “diss” (mandar bocas, algo típico neste mundo) como a Lark On My Go-Kart.  Ah! Esqueci-me, muitas músicas dele excedem-se em bons samples e uma vibe jazzy! Isto acontece até certo ponto que Asher lança uma música chamada Tangerine Girl, muito retro, alias, fáz a ponte para o seu próximo álbum intitulado RetroHash…dá para perceber o que vai sair daqui (deixo aqui o link https://www.youtube.com/watch?v=wKX5_c3PpY4 “hádem” de gostar), estamos na zona de impacto de um álbum bastante universal devido à temática retro fundida com o hip-hop característico de Asher Roth, estou honestamente à espera de algo ao nível de Childish Gambino, em termos de sonoridade, com os acréscimos de Asher.
 Se estão a duvidar do sucesso deste menino, digo-vos, fez dueto com Busta Rhymes, alguém consagrado no mundo “hiphopeano”, Akon, Kerri Hilson, Cee Lo Green, é de confiar, finalizo.


Figura  1 Um senhor do hiphop com belos cabelos ruivos, estranho!


Musicas para ouvir deste senhor serão :
In the Kitchen (
https://www.youtube.com/watch?v=38QU8BnMEWA );
I Love College (
https://www.youtube.com/watch?v=qYx7YG0RsFY );
Rik Smitts (
https://www.youtube.com/watch?v=6rDqf-q9d8Y );
G.R.I.N.D (
https://www.youtube.com/watch?v=zdlkJUU4HtU );
Lark On My Go-Kart (
https://www.youtube.com/watch?v=G1EgjL1ujGM );
Common Knowledge (
https://www.youtube.com/watch?v=VTfrbU74TdE );
Dope Shit (
https://www.youtube.com/watch?v=eeb7YpFhXew ).




PAROU TUDO, falta-me dizer algo que não disse anteriormente….Música. É tudo


Francisco Andrade

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Chet Faker - O contra Australiano

O texto desta semana vai para aquele que, apesar de ainda ser bastante desconhecido, não deixa de ser um dos mais intrigantes e aguardados da edição deste ano do Optimus Alive. Isso mesmo, Chet Faker.
                Nicholas James Murphy, Chet Faker em palco, é um compositor australiano de música eletrónica. O nome de palco, adoptou quando as pessoas julgavam-no por outro Nicholas Murphy também ele artista mas com um estilo completamente diferente. Assim, em tributo ao grande trompetista de jazz Chet Baker, de quem é fã, escolheu Chet Faker.
                Começou por ganhar notoriedade em 2011 com uma cover de No Diggity, da banda de R&B Blackstreet’s. Contudo, foi nos dois anos seguintes que consolidou o seu reconhecimento, colaborando com The Temper Trap e Flume. Este último acabou por, com o seu álbum de estúdio, não só tornar-se um nome a ter em conta na indústria como transformar todos os envolvidos em potenciais estrelas. É aí que entra Chet Faker, que tem uma colaboração maciça no mesmo.
                Todos se questionaram quem era esta voz portentosa e cheia de soul que pautava o ritmo em Drop the game. À medida que o álbum de Flume se tornava num dos melhores do ano, na cena electrónica, a questão ia-se tornando mais relevante. Já depois de anunciada uma extensa tour, onde se inclui Portugal, e do primeiro single Talk is Cheap, saí finalmente o tão esperado álbum. Mas quem é Chet Faker mesmo?
                Caracterizar Chet Faker implica esquecermos um bocado a noção de electrónica que temos. Em Built on Glass, não existem batidas ou ritmos violentos para não “quebrar” o ambiente. Em ritmo quase chillout, apoiado por inúmeros instrumentos, destaca-se o piano e os de sopro (Chet Baker lembram-se?), e a sua voz calma (e que voz…) Chet vai percorrendo tranquilamente o seu caminho até / que divide o álbum (que pormenor delicioso nomear uma música /). Quando ouço esta primeira parte do álbum não posso deixar de recordar o primeiro de Woodkid, sem a opulência instrumental claro. A partir daí, Chet parece abandonar a sua nativa Austrália. O álbum transforma-se em algo mais “citadino”. Os ritmos calmos aceleram, apesar de continuar centrado na voz, mas transforma-se em algo como R&B electrónico. Não é qualquer crítica negativa, bem pelo contrário. É desta parte do álbum que vem aquela que provavelmente é a melhor música Cigarettes &Loneliness (muitas vezes comparada a algo que Alt-J faria). Para terminar o disco, um solo de guitarra em Dead Body simplesmente porque sim (mais um pormenor).
                Pode ser necessária mais do que uma audição para gostar do álbum, e pode acontecer que quem ache piada à primeira parte não goste tanto da segunda (ou vice-versa) mas vão sempre reparar em pormenores em ambas as partes. É a mais valia deste álbum, tudo se articula com perfeição suficiente para se puder incluir pequenas coisas que de outra forma passariam ao lado (ouça-se a trompete em background de Talk is Cheap ou o “tic tic” em Melt). O resto é para descobrir!
                Talvez seja uma abordagem diferente mas ir contra o sistema nem sempre é mau. Para Chet eletrónica é um meio e não o fim. E estamos todos ansiosos por descobrir como isso funciona ao vivo no último dia do Optimus Alive!

Sugestões (para além das músicas referenciadas que incluem um link direcionadas para as mesmas):




Gonçalo Matos




quarta-feira, 16 de abril de 2014

Muse: 7º álbum a caminho, quais as expectativas?

O passado fim-de-semana foi o primeiro de dois do famoso festival Coachella.
Para quem nunca ouviu falar do Coachella é simplesmente o festival onde todas as estrelas de Hollywood (e não só) se juntam anualmente para este grande festival que é composto por 2 fins-de-semana.
Para quem já ouviu falar sabe que as meninas gostam imenso do Coachella por causa dos “outfits” que as estrelas usam, pessoalmente interesso-me também pelos concertos e pelo seu alinhamento. Estava eu portanto, a “estudar” o alinhamento do cartaz este ano e vi que os Muse iam tocar nesse preciso fim-de-semana. Pus-me a pensar que, realmente, há já muito tempo que não ouvia falar dos Muse, muito menos ouvia a sua música há algum tempo. Fui pesquisar então se havia por ventura alguma novidade que me tivesse escapado e não é que havia mesmo? No rescaldo do festival, Dominic Howard (o baterista) disse em entrevista que os Muse se iam enfiar num estúdio e começar a preparar o 7º álbum a partir de Maio (7º Já? What?), porém não deram certezas se, este, seria ainda lançado no final deste ano, mas que provavelmente a data de lançamento seria para o próximo ano. A entrevista é complementada ainda com a possibilidade do estilo do novo álbum vir a romper com as tendências utilizadas no “The Resistance” (2009) e “2nd Law”(2012), aquele estilo mais electrónico (dubstep), sinfónico e orquestral para se voltarem a ligar ao “basics”, penso que seja um ponto positivo... a ver vamos.
Olhando para o seu percurso, tenho que admitir que outrora os Muse já estiveram no meu TOP de bandas favoritas, porém após os últimos dois álbuns essa posição foi descendo gradualmente. Não que tenham perdido qualidade, porque nunca a perderam, sinceramente foi porque fugiram um bocado ao seu estilo inicial tornando-se demasiado comerciais. Eu gostava imenso deles por serem demasiado irreverentes á sua época, de tal maneira que cada música parecia algo vindo de outro Mundo por ser algo tão excêntrico.
Os Muse são aquela banda que são incansáveis em palco, dão concertos fenomenais já para não falar que Matt Bellamy, bem, é um génio da música e da performance como não se vê em muitas bandas, e que diz ser muito influenciado por Jeff Buckley*. 
Formaram-se originalmente em 1994, mas lançaram apenas o seu primeiro albúm de estúdio em 1999 “Showbiz” onde se destacam as músicas “Muscle Museum” e “Sober”. Em 2001 começa o percurso dourado quando lançam o mítico “Origin of Symmetry” ao qual se destacam “Plug in baby”, “Feeling good” e “Space Dementia”. Em 2003 lançam o também excelente álbum “Absolution” onde se destacam “Time is running out”, “Sing for absolution”, “Stockholm Syndrome”  e “Hysteria”. Em 2006, lançam o “Black Holes and Revelations ,onde se destacam “Starlight”, “Supermassive Black Hole”, “Map of the Problematique”,  “Assassin”, “City of delusion” e “Knights of Cydonia”.
Em 2009 sai “The Resistance” que na altura não recebeu muitas críticas boas porque, lá está, começaram a desviar-se do estilo original. Mesmo assim, destaco “Uprising”, “Resistance”, “Guiding Light” e “MK ultra”. E por último (até agora) em 2012 lançam “The 2nd Law” que deixa mesmo um pouco a desejar destacando apenas “Supremacy”, “Panic Station” e “Madness”, ah! Não esquecendo também “Survival” que foi seleccionada como uma das canções dos Jogos Olímpicos de Verão de 2012.
Posto isto, fizemos uma pequena viagem pelo percurso promissor dos Muse, que tal como quase todas as bandas teve um caminho menos bom com os dois últimos álbuns, porém não podemos parar de elogiar os Muse porque são, de facto, uma banda extraordinária e única pela sua irreverência e excentricidade e fica aqui também os votos de sucesso para o novo álbum que se avizinha!


*outro mestre da música, para quem não conhece ou não leu, vejam a crítica por mim lançada há umas semanas.


Genésia Freitas

terça-feira, 15 de abril de 2014

O maior Trio do Grunge: Nirvana

abrir primeiro: http://www.youtube.com/watch?v=50Y8UBKI09k

Fizeram parte do movimento característico dos anos 90, um som rasgado e forte, letras depressivas e fortes, um vocalista e compositor genial acompanhado de outros dois grandes músicos, basicamente, graças a este trio nasceu o Grunge-Rock e banda que vos falo tem este nome: Nirvana.
Liderados por Kurt Cobain na voz e na guitarra, um baterista louco e fantástico chamado Dave Grohl e um baixista com tendência para piadas, Krist Novoselic, os Nirvana foram uma das maiores forças musicais que tiraram o trono às bandas do Glam-Rock no início dos anos 90.
A banda começou, tal como outras bandas do movimento Grunge, a sua actividade no final dos anos 80, onde o público que tinham era extremamente reduzido, porém, tudo mudaria com a entrada na última década do século XX onde a mensagem “Não precisamos de tocar extremamente bem para podermos fazer música” ganhou uma enorme força e os Nirvana provam isso mesmo, pois sejamos sinceros, Kurt não cantava nem tocava assim tão bem, no entanto, isso não o impediu de escrever obras primas que influenciam muitos músicos dos dias de hoje.
Os Nirvana, em 1989 encontravam-se no submundo da música, tinham assinado com a editora SubPop Records com a qual lançaram o seu álbum de estreia - “Bleach”. É um álbum um pouco sombrio, no entanto possui músicas fantásticas que já mostravam a capacidade de escrever que Kurt tinha como nas canções “Blew” ou “About a Girl”(canção escrita para Courtney Love, mulher e mãe da filha de Kurt Cobain, France Cobain).
O álbum passa um pouco despercebido e vende poucas cópias, mas a Geffen Records(Editora de grandes bandas como os Guns N' Roses) apercebe-se do potencial da banda e assina contracto com o trio que apartir deste momento já conta com Dave Grohl na bateria, o que foi claramente um impulso importante.
Em 1991 é lançado o álbum “Nevermind” e os Nirvana alcançam inesperadamente o estrelato absoluto. O primeiro single do disco “Smells Like Teen Spirit” catapultou o disco e as vendas aumentaram imenso sendo considerado um álbum de referencia para muitos ouvintes e sendo considerado o álbum do ano de 1991. Para além de “Smells Like Teen Spirit”, os Nirvana lançaram também outros sucessos com “Nevermind” como “Come as You Are”, “Polly”, “Lithium”, “On a Plain”, “Drain You” e “In Bloom”.
Após o sucesso a nível mundial e apercebendo-se que a mensagem das suas músicas não estava a ser compreendida, Kurt Cobain entra numa depressão que envolveu drogas e álcool que não o impediram de continuar a escrever letras fabulosas.
Em 1993 lançam o álbum “In Utero”, este album diferenciou-se muito do anterior mas possui excelentes músicas que demonstram por um lado os problemas existentes na vida de Kurt mas também um lado afectivo e de toda a alma que punha em todas as suas canções.
Infelizmente, a 5 de Abril de 1994, Kurt Cobain suicida-se na sua casa em Seattle com um tiro na cabeça, tendo ao seu lado a sua carta de suícidio e um maço de notas na sua mão, tornando-se um membro do conhecido “Clube dos 27”.
Já passaram 20 anos desde a sua morte e da extinção dos Nirvana, no entanto, é certo que esta banda, assim como o seu som tornou-se intemporal e assim vai continuar até porque como diz uma conhecida frase: “Grunde is not dead!”. A nossa homenagem aos Nirvana e ao seu falecido membro Kurt Cobain.

Bernardo Mascarenhas