terça-feira, 20 de maio de 2014

Deftones

Falo-vos hoje dos grandes, enormes, Deftones! A banda é composta por Chino Moreno, vocalist e guitarrista, Stephen Carpenter, guitarrista, Sergio Vega no baixo, Frank Delgado, o DJ, e Abe Cunningham como baterista. Infelizmente uma das maiores tragédias desta banda, levou o icónico baixista da formação original, Chi Cheng, a um coma, devido a um acidente de carro em 2008 (acabou por falecer em 2013). Mas falemos de coisas menos tristes, ora o nome, Deftones, fica no ouvido, é diferente, a fórmula foi juntar uma expressão utilizada por rappers americanos que Carpenter ouvia, esta sendo “Def” e o sufixo de muitas bandas dos anos 50 (The Quin-Tones, the Monotones, The Cleftones), mostrando a dualidade de estilos que os influenciaram e influenciam ainda hoje.
 Os Deftones são dentro do Nu-Metal, uma banda extremamente experimental, com guitarras super destorcidas, mais que manda a lei, com refrões possantes associados a um estilo mais “hiphopeano”.
 Esta banda tem das musicas mais tristes que conheço, Be Quiet and Drive (Far Away), oiçam para perceberem, no mínimo tocante, com uma constante guitarrada baloiçante entre o escuro e o desesperante. Associado a este estilo mais melancólico, triste,, temos outra música como a Sextape, que já agora, tem um videoclip viciante, muito bonito mesmo! Mas calma, banda nu-metal que os Deftone são, tem também musicas a abrir, para usar e abusar no volume, para saltar e possivelmente abanar a cabeça, caso não haja situação médica que o impossibilite. São músicas essas como Hexagram, encontra-se gritaria incluída nesta música, há também uma música mais a propósito do verão, de nome My Own Summer (Shove it). Mas há muita boa musica destes “meninos” ao longo dos seus álbuns, são todos uma referência na música rock, a meu ver. Talvez recomendasse o último álbum, Koi No Yokan e o White Pony, creio que são os mais emblemáticos.
 De apontar a presença em duas outras bandas, por parte de Chino Moreno, sendo vocalista também. Estas bandas são Team Sleep, e Crosses. Team Sleep é o projecto mais longínquo, enquanto que Crosses tem um álbum deste ano, se não estou em erro. Uma musicalidade muito, muito, própria, um self-service de definição musical. Vejam por vocês mesmos! 

Team Sleep- Formant. Crosses- This is a Trick 


Francisco Andrade







quinta-feira, 15 de maio de 2014

King Krule - O miúdo salvo pela música

Cada vez mais se considera Inglaterra, como um país em constante divulgação de jovens músicos, que depressa se tornam verdadeiros ícones da nova música britânica.

Archy Marshall, de nome artístico King Krule é um jovem natural de Londres que tem agitado a imprensa britânica, sendo apresentado como um dos novos talentos do Reino Unido.
Em 2010 e com apenas dezasseis anos sob o nome de Zoo Kid, lançou o seu primeiro single: “Out Getting Ribs”, que apanhou toda a gente desprevenida, e questionou como poderia um miúdo com aquela idade socorrer-se de uma guitarra e ter a capacidade de interpretar versos tão pessoais e intimistas, que nos levam a viajar num universo melancólico. Não tendo tido uma infância fácil, que ficou marcada pela sua expulsão da escola aos doze anos e pela pressão feita pelos seus pais que eram frequentemente ameaçados pelos serviços sociais por negligência. Archy encontrou como solução a escrita e a interpretação de temas musicais que de certa forma o caraterizavam e fizeram com que se libertasse da depressão e da raiva que sentia por tudo o que o rodeava.

Um ano depois (2011) e já sob o nome de King Krule lança o seu primeiro EP: “King Krule EP” onde podemos destacar The Noose of Jah City” e "Portrait in Black and Blue" como principais faixas a ser reproduzidas.
Em 2012 lança o single: “Rock Bottom”, que mais uma vez nos demonstra, o forte sentimento que o rapaz emprega no uso das palavras, apresentando-nos uma vez mais, uma letra emotiva, reflexo da infância nada fácil pela qual passou. Com o lançamento deste single podemos ainda escutar a música Octopus”, lado b do referido single. Nesse mesmo ano, destaque ainda para a estreia de King Krule em Portugal, desta feita na cidade do Porto na segunda edição do festival de inverno, Mexefest, onde deu um dos concertos mais aplaudidos do festival.

Mas é em 2013 e após integrar a lista da "BBC Sound of 2013" (uma lista que divulga os artistas promissores para o novo ano) que o ainda miúdo lança o seu primeiro álbum de estúdio. A 24 de Agosto e no dia do seu décimo nono aniversário “6 Feet Beneath The Moon”, chega às lojas com o selo da XL Recordings, editora que já lançou trabalhos de artistas como Adele, The White Stripes, The Prodigy, The XX, entre muitos outros.
Bastante apreciado pela crítica, A Time Out Londrina classificou-o com cinco estrelas, a revista americana Pitchfork deu-lhe uma classificação de 7.3 em 10 e a britância NME atribuiu-lhe um 8 como nota de avaliação.

Com um estilo sonoro, que oscila entre o indie, o funk ou o jazz, não é fácil definir o género musical praticado por Archy, muitos dizem que é o darkwave, devido ao seu estilo meio depressivo e sombrio. Agora é certo que o jazz é a grande influência do jovem e é daí que parte a sua inspiração, para outros géneros como o post-punk ou o hip hop.
Neste seu primeiro disco, King Krule integra canções que foram lançadas em EP’s anteriores e ainda sob o nome de Zoo Kid, mas nos novos temas permanece a sua voz rouca e forte e o estilo apático das letras, que o próprio classifica como um sentimento importante. Também a raiva e mágoa empregues na sua música o caraterizam, não tivesse ele dito à revista Pitchfork, que para si o importante era “pôr os sentimentos certos nas palavras certas”. Como faixas a destacar, a inicial “EasyEasy”, “Baby Blue”, “A Lizard State”, “Will I Come” “Ocean Bed”, “NeptuneEstate”, “Out Getting Ribs ou a fantástica “Little Wildapenas disponível na edição do álbum, japonesa.

Lançamento do seu álbum de estreia: "6 Feet Beneath The Moon"

Em palco King Krule faz-se acompanhar pela sua guitarra e os seus efeitos sintéticos, outra guitarra, e um baixo e uma bateria jazzy que dão o toque de jazz e hip hop à música interpretada por este jovem promissor artista. Que aos dezanove anos lançou o seu primeiro disco, disco esse que consegue ser uma obra-prima e um retrato do passado e do mundo que gira à volta de Archy Marshall e da sua cinzenta e escura rotina londrina.




 Texto de João Fernandes

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Salto e Denis

E passada uma semana estão de regresso as bandas portuguesas que vos vão conquistar tamanho é o seu talento.

Começamos pelos Salto. A vida de um músico pode nascer de várias formas, os Salto tiveram a sorte de nascer na mesma família e de desde cedo terem vivido a música em conjunto. Os primos portuenses Guilherme e Luís rapidamente perceberam que juntos poderiam ser uma banda. E apesar de para o público eles apenas aparecerem no final de 2011 (e com muito mais insistência a partir do ano seguinte) a verdade é que pisaram o palco pela primeira vez em 2006.


A 2 de Julho de 2012 editam o primeiro álbum do qual foi retirado o single que ainda hoje é um hit: “Deixar Cair”. Foi uma entrada de rompante no panorama musical português. Conseguiram contagiar tudo e todos marcando desde logo a sua posição, algo tão difícil quanto raro.

Seguiram-se muitos concertos de Norte a Sul do país, passando pelo Festival Optimus Alive, Festival Super Bock Super Rock, Festival Sudoeste TMN, Vodafone Mexe Fest, Festival Paredes de Coura e Queima das Fitas de Coimbra entre tantos outros (o que desde logo atesta a sua qualidade).

Muito recentemente presentearam-nos com um novo EP (de seu nome Beat Oven #01) que marcou o regresso da dupla nortenha. E se a estreia foi em português, o regresso foi em inglês. A sonoridade manteve-se fresca e contagiante e isso é o suficiente para nos conquistar à primeira audição.
Para além da faixa citada acima é impossível não ouvir também “Por ti demais”, “O teu par”, “Não vês futebol” ou o mais recente singleCan't you see me”.

Lembram-se do programa de televisão “A Voz de Portugal”? Pois, nem vocês nem ninguém. Mas o vencedor desse programa lançou há algum tempo a esta parte o seu primeiro álbum de originais.


Ele chama-se Denis e o álbum chama-se “Twist & Bend”. Teve produção de Armando Teixeira (esse mesmo, dos Balla) e a faixa “It’s Killing Me” foi o primeiro single de apresentação deste trabalho. O segundo single também já foi lançado e dá pelo nome de “Go Baby Go” sendo que todo o álbum pode ser ouvido no Spotify.

Seria de esperar que o facto de ter vencido um concurso televiso lhe desse projecção e mediatismo a rodos, mas infelizmente tal não aconteceu. Com tanto talento certamente que será apenas uma questão de tempo até conquistar o espaço que é seu por direito próprio no panorama musical nacional.

Bruno Neves

terça-feira, 6 de maio de 2014

Ray LaMontagne - O regresso de um (des)conhecido

Podem um excelente cantor passar completamente despercebido? Sem dúvida. Este é um dos casos? Afirmativo. Raymond Charles Jack LaMontagne, ou só Ray LaMontagne, é um cantor e compositor americano de 40 anos.
 Proveniente de uma família pobre de New Hampshire, a sua família separou-se quando ele nasceu e o pequeno Ray passou o início da sua vida a saltar de posto em posto, estabelecendo-se no Utah e partindo depois para o Maine. Por lá arranjou um emprego numa fábrica de sapatos e só se demitiu quando deu início à carreira de músico. Mas o que faz da música de Ray LaMontagne algo tão especial?
Para começar, uma voz diferente (rouca) daquilo que estamos habituados, resultado da técnica de respiração centrada no diafragma e não no nariz. Ray é aquele músico que ao 5º álbum já experienciou e experimentou bastante, apesar de reservado e raramente dar entrevistas ou interagir com o público entre músicas. Faz lembrar John Mayer, por vezes, capaz de acelerar ou imprimir um ritmo calmíssimo, tudo isso no mesmo disco.
O primeiro álbum, Trouble, lançado em 2004 apanhou todos de surpresa. Produzido por Ethan Johns, que se manteve como produtor até ao terceiro, apresentava-se como um disco folk fortemente apoiado na refrescante voz de Ray. Ganhou ainda mais notoriedade quando a música Trouble foi cantada no programa Ídolos americano. Deste, álbum retira-se também as belíssimas Narrow Escape e Hannah.
No segundo álbum, assistiu-se a uma mudança na sonoridade. Ray passou a incorporar violinos e violoncelos. O resultado foi uma aclamação geral por este registo mais “animado” de Till The Sun Turns Black (2006) com músicas como Three More Days e You Can Bring MeFlowers a terem uma excelente prestação nos tops.
O terceiro, e último álbum a ser produzido por Ethan Johns, foi aquele que mais sucesso alcançou até agora. Gossip in the Grain (2008), muda novamente o registo para um álbum intimista e muito mais calmo que o anterior. Músicas com I Still Care For You e Sarah são exemplos disso mesmo.
Em 2010, Ray produz pela primeira vez o seu próprio disco. Apoiado pela sua banda de tour, Pariah Dogs, God Willin' & The Creek Don't Rise, pode ser considerado um misto do que tinha feito até então. Possui musicas animadas que fazem lembrar Trouble, como Repo Man e Beg Steal or Borrow, e muito mais calmas como Are We Really Through. Apesar de tudo ganhou o grammy de melhor álbum folk contemporâneo. E depois puff. Durante quatro ninguém soube dele. Até 2014.
Já no final de 2013 começaram a surgir rumores de um novo álbum. No início do presente ano foi revelada a noticia. Ray estava a produzir com um dos produtores mais reconhecidos actualmente, Dan Auerbach, esse mesmo dos The Black Keys. Assim, Supernova, foi lançado a 19 de Abril. Mas que influencia pode ter Dan na música de Ray? Toda. Um álbum a fazer lembrar o saudoso Trouble, onde vemos Ray na sua melhor versão, mas com o acréscimo de solos de guitarra. O disco começa em velocidade máxima com Lavander, passando de uma sonoridade folk para blues rock. Segue-se Airwaves  para acalmar um bocado a excitação e She’s The One onde Ray leva a sua rouquice ao limite. De realçar também a música que dá nome ao disco Supernova.
É sempre bom puder ouvir artistas tão versáteis com Ray LaMontagne, sabendo que seja qual for o nosso estado de espirito, há de existir na sua discografia um disco que nos sirva, seja para tardes calmas com Gossip in The Grain ou mais mexidas com Supernova.

Face ao muito desconhecimento que por cá persiste, infelizmente, não é expectável que tenhamos oportunidade de assistir a um concerto dele em Portugal. Contudo, tendo em conta que The Black Keys são cabeça-de-cartaz do Optimus Alive, pode ser que Ray LaMontagne venha à boleia do seu produtor. Esperemos muito sinceramente que sim.


Gonçalo Matos



quarta-feira, 30 de abril de 2014

Elvis Presley: O Rei do Rock N' Roll

  O que têm John Lennon(The Beatles) e Jim Morrison(The Doors) em comum? O seu ídolo de juventude e que os levou a quererem ser músicos idênticos à personalidade da qual falo hoje. Foi actor mas não o teria sido se não tivesse começado na música. Os anos 50 foram seus e de mais ninguém e portanto não podiamos passar sem fazer uma homenagem ao Rei do Rock. Esta semana, ouvidos bem abertos para: Elvis Presley.
  Elvis nasceu e cresceu no Memphis e foi numa pequena editora da sua terra, a Sun Records, onde gravou temas como "Blue Moon of Kentucky"e "That's Allright Mama", começando a ter sucesso primeiro a nível local e posteriormente a nível nacional e mundial.
  Depois de conhecer Tom Parker(manager que impulsionou ainda mais Elvis no "show business" até ao fim dos seus dias), Elvis começa a gravar em New York e eis que é gravado "Heartbreak Hotel" que bate o valor recorde de 1 milhão de cópias! Tem início a febre "Elvis" e as típicas imagens das raparigas aos gritos que vemos a preto e branco aparecem realmente.
  Elvis lança grande êxitos como "Hound Dog", "Don't Be Cruel", "Love me Tender", "All Shook up", "Teddy Bear", "Jailhouse Rock", "It's Now Or Never", "Can´t Help Falling In Love", "Surrender", "Crying In The Chapel", "Mystery Train", "In The Ghetto" e "Suspicious Minds".
  Em 1962 Elvis é obrigado a cumprir serviço militar, estando longe do estúdio e da maior parte do público, sendo nesta época que também se começa a tornar dependente de vários tipos de comprimidos, que culminaram com na sua morte em 1977.
 
 Fica a nossa homenagem ao grande Rei do Rock, sendo que foi graças a ele que assistimos a uma completa viragem a partir dos anos 50, sendo por isso o motivo pelo qual tivemos tão boa música nas décadas seguintes! "Elvis has left the building"!

Bernardo Mascarenhas

terça-feira, 29 de abril de 2014

DOPE D.O.D - Um Hip Hop em ritmo Dubstep



Eu falo do que oiço, e o que tenho ouvido muito são vertentes de Hip-Hop, perdoem, por favor. Venho vos falar agora de um grupo bastante peculiar, de nome DOPE D.O.D! Hip-Hop está na raiz a 50% como musica electrónica arraçada de Dubstep, estranho não é? Muito estranho, respondo. Não estava À espera quando em 2012/2013 ouvi a primeira música destes “meninos”, a “What Happened?”, gostei bastante de início, algo diferente, fui logo a favor e pesquisei por mais.
  Mas vamos a ver, quem são os DOPE D.O.D? Três seres humanos, dois de origem holandesa, mais propriamente de Groningen, mais precisamente Skits Vicious e Dopey Rotten, e o terceiro elemento Jay Reapper de origem inglesa, pouco mais se sabe da vida pessoal destes três rapazes, apenas acrescento os penteados destes senhores, especialmente de Skits Vicious, vão ver, é estranhíssimo (algo recorrente no trabalho do colectivo). Sabe-se, que no colectivo DOPE D.O.D tiveram uma ajudinha ao subir à ribalta de bandas como Korn e Limp Bizkit (visível no seu single “Gatekeepers”, 
Começaram com Branded em 2011, antes disso editaram um pequeno EP, ou melhor EVIL EP. Da Roach, foi o que se seguiu e antecede o novo álbum, que está quase a sair, MasterXploder, com algumas musicas desvendadas.
                Têm uma aura à volta da música que fazem quase misteriosa, sinistra, e às vezes a pedir um filme estilo thriller para acompanhar, mas sempre com a vivacidade de uma “ajudinha electrónica” nos seus instrumentais.
 A meu bom ver, creio que o melhor a fazer é ouvir o single que começou esta aventura para o trio holandês/inglês, “What Happened” , ouçam também a” Rocket” é também um gancho mesmo no queixo, boa música, cheia de energia, e se calhar finalizo com um featuring que os DOPE fizeram com um rapper italiano, Salmo, que vale a pena ver também, de nome “Blood Shake” ( atenção, agressiva por natureza esta bomba sonora).



Francisco Andrade

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Skills & The Bunny Crew e Um Corpo Estranho

Este é um espaço onde vão poder conhecer jovens bandas nacionais com muito talento e que procuram afirmar-se no panorama musical português. Podem cantar em português, em inglês ou até ambos, aqui o que interessa é o seu potencial. Nesta primeira edição dou-vos a conhecer os Skills & The Bunny Crew e os Um Corpo Estranho.
Skills & The Bunny Crew
Os Skills & The Bunny Crew cantam na língua que é de todos nós embora o nome possa indiciar o contrário. São quatro elementos e vêm de Lisboa, Almada e Póvoa de Santa Iria. Tudo começou em 2008 quando Skills, Pedro Mourato, José Garcia e Tropa se juntaram e decidiram criar uma banda.
Cinco anos de trabalho intenso deram origem ao álbum de estreia, intitulado “Musa de Guerra”, que chegou recentemente às bancas. Podemos dizer que ao longo das dez faixas deste primeiro álbum navegam por diversos estilos musicais, nomeadamente o funk, o soul, o pop e até algum rap. É impossível não notar a importância das letras assim como a mestria com que foram concebidas. Este é um álbum marcado por duas faces: uma doce e suave, a outra mais dura e agressiva.
São frequentemente comparados aos Da Weasel e compreende-se porquê. Ainda agora foi editado o álbum de estreia e já nós ansiamos por mais e melhores faixas. Skills, o vocalista, exala carisma por todos os poros e promete ser uma das grandes revelações da música nacional.
Aconselha-se vivamente a audição de “Rosa de Espinhos”, “Grita por mim”, “Como tudo começou” e “Principio do nada”.

Um Corpo Estranho
O outro destaque desta primeira edição são os Um Corpo Estranho. Vêm de Setúbal, são compostos por João Mota e Pedro Franco e nasceram em 2012. Assumem que o rock, os blues, o tango e o fado são algumas das suas inspirações musicais o que só podia dar uma grande mistura!
Já editaram três EP’s: “Um Corpo Estranho” (de 2012), “Homem Almofada” (de 2013) e “De não ter tempo” (de 2014). Chegaram há pouco tempo mas claramente vieram para ficar. O talento está lá por isso mantendo o trabalho árduo, e tendo alguma sorte pelo caminho, certamente que chegarão ao estrelato.
É obrigatório ouvirem “Amor em contramão”, “Auto-coação”, “No fim tudoestá bem” e “Bicho escondido”. Esta é uma daquelas bandas que vai certamente povoar a sua playlist e à qual é fácil augurar um futuro brilhante. 


Bruno Neves